Promotoria denuncia Alcides Bernal por homicídio de fiscal e porte irregular de arma
9:37 10/04/2026

Se condenado, ex-prefeito pode receber pena de até 40 anos de prisão
Adriel Mattos-12/04/2026 – 17:09Ouvir Notícia
Alcides Bernal após sessão que resultou em sua cassação. (Arquivo, Jornal Midiamax)
A 19ª Promotoria de Justiça de Campo Grande denunciou o ex-prefeito Alcides Bernal pelo homicídio qualificado do fiscal tributário estadual Roberto Carlos Mazzini e porte ilegal de arma de fogo. O político e advogado está preso desde a data do crime, 24 de março de 2026.
Na denúncia, os promotores Lívia Carla Guadanhim Bariani e José Arturo Bobadilla Garcia lembram que Mazzini, de 60 anos, havia adquirido a casa de Bernal, no Jardim dos Estados, em um leilão da Caixa Econômica Federal, e foi ao local tomar posse do imóvel, junto de um chaveiro.
Bernal deu segundo tiro quando fiscal já estava caído no chão, conclui períciaMazzini caiu ao ser atingido pelo primeiro disparo na varanda da residência, no Jardim dos Estados
CNP SeguradoraPlanos odontológicos que agregam valor à experiência do seu clienteUma solução que fortalece sua proposta comercial e amplia percepção de benefício.
Preço de fábricaComo conseguir o melhor tênis com preço de fábricaEstoque super limitado, produtos a preço de fábrica
Nua, mulher é flagrada cometendo ato obsceno em rua de DouradosCompletamente despida, a mulher estava em frente a um comércio no bairro Jardim Água Boa, enquanto praticava o ato
O ex-prefeito havia perdido a casa por conta de dívidas de financiamento e tinha até se mudado. Alertado pela empresa de monitoramento, Bernal foi até a casa e entrou atirando.

Mazzini foi atingido por um disparo à distância. O chaveiro conseguiu fugir. Em seguida, Bernal se aproximou da vítima e deu um “tiro de misericórdia”, que matou o servidor público.
“O crime foi cometido por motivo torpe, visto que o denunciado agiu impelido pelo sentimento de vingança, mais precisamente porque não aceitava a perda do imóvel para a vítima e ainda acreditava ter direito sobre ele. Assim, decidiu ceifar-lhe a vida. Dada a repugnância da motivação do crime, caracterizada está a qualificadora”, escreveram os membros do MPMS (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul).
Assim, o político foi denunciado por homicídio qualificado por motivo torpe, com recurso que dificultou a defesa, contra vítima maior de 60 anos; e também por porte ilegal de arma de fogo.
Com os agravantes do assassinato, se virar réu e for condenado, Bernal pode pegar de 16 a 40 anos de prisão, pena máxima no Código Penal.
Bernal preso por assassinato
O crime aconteceu em uma casa que pertenceu a Bernal, mas foi arrematada em um leilão por Mazzini, no ano passado. Na tarde de 24 de março, Roberto foi até lá, na presença de um chaveiro, a fim de tomar posse do imóvel, mas foi alvejado por ao menos dois tiros, que atingiram a região da costela, transfixando, e a dorsal da vítima.
O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 14h; eles realizaram, por cerca de 25 minutos, manobras de reanimação, mas o servidor não resistiu e morreu.
Após o crime, o ex-prefeito se entregou na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro. Já o chaveiro, que presenciou o assassinato, foi encaminhado para o Cepol (Centro Integrado de Polícia Especializada).
Laudo pericial
Após a entrega do laudo da perícia, o delegado Danilo Mansur, titular da 1ª DP (Delegacia de Polícia Civil), manteve o indiciamento do ex-prefeito de Campo Grande Alcides Bernal pelos crimes de homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo.
O político foi indiciado pela prática dos crimes de homicídio qualificado pelo recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima, e por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido.
“Em relação ao crime de porte ilegal de arma de fogo, restou igualmente demonstrado que o investigado mantinha em sua posse arma de fogo com registro e autorização de porte vencidos, caracterizando a prática do delito previsto no art. 14 da Lei 10.826/2003”, diz trecho do inquérito.
O laudo conclui que Bernal deu o segundo tiro com o fiscal caído — próximo da porta de entrada da casa.
“O segundo disparo de arma de fogo foi realizado quando a vítima estava caída, em decúbito lateral direito, ou em pé, com o atirador posicionado próximo à vítima (tiro à curta distância)”, diz o laudo da perícia.
Bernal deu o primeiro tiro a longa distância, quando entrou no local. O projétil entrou e saiu do corpo — ambos no lado direito —, atingiu uma parede atrás de Mazzini e, por fim, acertou um pedaço de vidro que estava escorado.
Já a distância do segundo tiro não foi conclusiva, mas foi curta. Marcas na camiseta de Mazzini indicam isso. Como a arma estava próxima da vítima, o tiro deixou uma marca de fumaça na camiseta.








Comente esta notícia
compartilhar