Polícia

Após reportagem, empresa ‘desiste’ de ação contra licitação de Gerson Claro

Agora News MS

12:20 01/06/2026

Empreiteira disse à Justiça que edital para obra de R$ 102 milhões da Alems contém regras de direcionamento

Gabriel Maymone-01/06/2026 – 08:15Ouvir Notícia

gerson claroGerson Claro, do PP. (Luciana Nassar, Alems)

Ação movida desde setembro de 2025 pela empreiteira Alcance Engenharia e Construção Ltda., que acusa a Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) de direcionar licitação da obra de R$ 102 milhões anunciada por Gerson Claro (PP), pode ser extinta.

https://5bd7c1d1143a5adba8e95ff75ce81b5d.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-45/html/container.html

Após o Jornal Midiamax publicar reportagem sobre o caso, a empresa de Minas Gerais disse à Justiça sul-mato-grossense que desiste do processo. Aliás, a petição foi anexada aos autos horas depois da publicação.

ação acusa o edital de criar regras de direcionamento do certame, dificultando a participação de outras empresas.

https://5bd7c1d1143a5adba8e95ff75ce81b5d.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-45/html/container.html

Dias antes da desistência, a Alems havia solicitado à Justiça que elevasse o valor da causa, de R$ 1 mil para R$ 107 milhões. Caso a mudança fosse aceita pelo juiz, a Alcance teria que arcar com elevados custos judiciais, que são baseados no valor da causa.

Alems pediu que a Alcance arcasse com custas judiciais proporcionais ao valor de R$ 107 milhões. (Reprodução)

Na petição, o advogado Bruno Mafra alegou, no entanto, que o motivo seria o fato de o contrato já ter sido assinado — em outubro do ano passado — e de as obras já estarem em execução. O contrato foi assinado em outubro com o Consórcio Novo Plenário, liderado pela Paulitec e pela empresa paraguaia Tecnoedil S.A.

Então, a defesa da Alcance argumenta: “A pretensão originariamente deduzida pela impetrante deixou de ostentar utilidade prática e efetividade concreta”.

Na petição apresentada à Justiça, a empreiteira justifica que não agiu de má-fé e que, no momento em que ingressou com a ação, as alegações eram consistentes: “A perda superveniente do objeto, a qual, a seu turno, não decorreu de comportamento temerário, abusivo ou injustificado da Impetrante”.

Empresa acusou edital da Alems de conter regras de direcionamento para limitar participação de mais concorrentes. (Reprodução)

Em novembro, o juiz Claudio Müller Pareja já havia negado, liminarmente — ou seja, provisoriamente — a suspensão da licitação. Agora, o magistrado deverá proferir decisão sobre o pedido da empresa.

https://5bd7c1d1143a5adba8e95ff75ce81b5d.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-45/html/container.html

A reportagem tentou contato telefônico com a empreiteira para esclarecer sobre o pedido e foi informado que apenas o advogado poderia comentar o caso, mas ele estaria em viagem. E-mail também foi enviado e aguardamos retorno.

Jornal Midiamax tenta desde o dia 20 de maio o posicionamento oficial da Alems sobre o processo, mas não houve retorno. O espaço segue aberto para manifestação.

Ao Jornal Midiamax, Gerson Claro declarou: “Entendo que todos têm direito de ir à Justiça. Absolutamente normal. A equipe técnica responsável fez os esclarecimentos, e o jurídico da Casa fez as explicações de defesa nos autos. Outro detalhe é que a empresa que questionou o edital nem sequer participou da licitação”.

https://5bd7c1d1143a5adba8e95ff75ce81b5d.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-45/html/container.html

Contrato de R$ 102 milhões com consórcio que tem empresa paraguaia

Projeto da obra na Alems. (Divulgação, Alems)

🚨 Não perca nada! Entre no nosso canal de Política no WhatsApp e receba notícias direto no seu celular

A Alems fechou, em outubro do ano passado, contrato para construção do plenário do Legislativo. Assim, o consórcio com participação de empresa paraguaia receberá R$ 102.434.406,83 pela obra.

Quem comanda o consórcio vencedor é a empresa brasileira Paulitec. Juntas, as empresas serão responsáveis pela obra de construção de um novo plenário e bloco administrativo de apoio aos parlamentares, servidores e visitantes da Alems.

https://5bd7c1d1143a5adba8e95ff75ce81b5d.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-45/html/container.html

O contrato inclui todo o material e a mão de obra necessários para a execução dos serviços. Além disso, o documento define o prazo de 18 meses, a partir da ordem de execução, para execução do projeto.

Uma parte da obra, o estacionamento subterrâneo, foi inaugurada na semana passada, ao custo de R$ 44.417.315,38 em recursos públicos.

O contrato original, assinado em 8 de março de 2024, previa o valor de R$ 34.392.002,20. No entanto, três aditivos empenhados no decorrer da obra fizeram o serviço ficar R$ 10 milhões mais caro — um reajuste de 29%.

https://5bd7c1d1143a5adba8e95ff75ce81b5d.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-45/html/container.html

Justiça aguarda perícia em ação que começou com prisão de Claro

Gerson Claro chegou a ser preso preventivamente durante a Operação Antivírus do Gaeco. (Arquivo, Jornal Midiamax)

Nomeado por Gerson Claro no Detran-MS ‘sumiu’, mas grupo foi denunciado por fraudes

Gerson Claro é réu por corrupção durante o período em que comandou o Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de MS). Denúncia do Ministério Público afirma que manobra de Claro causou prejuízo de R$ 7.416.000,00 em licitação envolvendo a empresa Pirâmide Central Informática (Qliktec).

Tudo foi investigado no contexto da Operação Antivírus, que prendeu Gerson Claro no dia 29 de agosto de 2017.

https://5bd7c1d1143a5adba8e95ff75ce81b5d.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-45/html/container.html

As investigações do Gaeco concluíram que o contrato firmado emergencialmente, por R$ 7,4 milhões, foi um ‘negócio da China’ que serviu para desviar dinheiro público.

Claro deixou a prisão e, dias depois, renunciou ao cargo de diretor-presidente do Detran-MS.

A ação tramita na Justiça e aguarda perícia para seguir até uma sentença.

Comente esta notícia