AGORA: Gerson Palermo chega a Campo Grande após ser preso na Bolívia
18:24 27/05/2026

Chefão do PCC ficou 6 anos foragido
Renata Portela-27/05/2026 – 17:05Ouvir Notícia
Avião da Polícia Federal em Campo Grande (Divulgação, PF)
Chegou em Campo Grande, em uma aeronave da Polícia Federal, Gerson Palermo. Apontado como liderança no PCC (Primeiro Comando da Capital), Palermo foi extraditado após a prisão na Bolívia.
Equipes da Polícia Penal fazem a escolta de Gerson Palermo até o Presídio Federal de Campo Grande. Gerson tem condenações que somam pena maior do que 120 anos.
Na manhã desta quarta-feira, equipes policiais da Felcn (Força Especial de Combate ao Narcotráfico) escoltaram Gerson Palermo até o aeroporto de Viru Viru.
Lá, equipes da Polícia Federal fazem a escolta para a extradição. Gerson Palermo saiu algemado da viatura, sob escolta policial brasileira e boliviana. A prisão ocorreu na terça-feira (26), após quase 6 anos da fuga de Palermo.
Vivia no campo
Gerson Palermo, de 68 anos, conhecido como ‘Pigmeu’, estava morando em uma propriedade nas proximidades de Cotoca, cidade na Bolívia, localizada a cerca de 19 km de Santa Cruz de la Sierra.
Bastante conhecido, Palermo é apontado como integrante do PCC, com ligações com narcotráfico internacional, com atuação no tráfico transnacional de cocaína, lavagem de dinheiro e articulação logística entre Brasil e Bolívia.
Segundo a PCMS (Polícia Civil de Mato Grosso do Sul), as diligências para realizar a captura de Palermo se iniciaram após a identificação do sequestro da própria filha, de 25 anos, por disputa envolvendo dinheiro do tráfico.
Sequestro
O sequestro ocorreu em outubro de 2025, em Campo Grande, após o sumiço de 100 mil dólares. Na ocasião, a filha de Palermo foi resgatada por policiais do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros) e da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).
A partir daí, as investigações por meio do Núcleo da Inteligência Policial da Depca, em atuação conjunta com a Polícia Federal e a FELCN (Força Especial de Combate ao Narcotráfico da Bolívia), permitiram identificar a localização de Palermo, que estava escondido na Bolívia.
Vivendo em Cotoca
Segundo o site boliviano El Deber, o chefão do PCC estava vivendo em uma propriedade nas proximidades de Cotoca. Por lá, ele se passava por um empresário de grande sucesso do ramo do agronegócio.
O município é famoso por sua arquitetura colonial e também por abrigar o Santuário da Virgem Cotoca — padroeira do Oriente Boliviano —, que atrai milhares de peregrinos.
Quem é Gerson Palermo
Palermo é apontado como um dos chefões do PCC e tem registros policiais desde o início dos anos 1990. A maior pena do traficante é por um caso histórico: o sequestro de um Boeing 727 da Vasp, em 2000. Na ocasião, Palermo liderou uma quadrilha que tomou o controle do avião após a decolagem em Foz do Iguaçu, fronteira com o Paraguai.
Então, Palermo, que também é piloto de avião, deu as coordenadas e obrigou o piloto a pousar na cidade de Porecatu, interior do Paraná, onde o grupo roubou nove malotes do Banco do Brasil, com cerca de R$ 5,5 milhões.
Palermo, que já havia sido preso em 1991 por tráfico de drogas, foi preso novamente em 29 de agosto de 2000, pelo sequestro do avião. Por este crime, ele foi condenado a 66 anos e 9 meses de prisão. Nessa época, ele já era considerado pela PF como um dos maiores traficantes do país.








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