Professora diz ter sido agredida por bolsonaristas durante manifestação Campo Grande
11:36 21/10/2026

Pamela Kariny, de 30 anos, também teria sido alvo de ofensas racistas depois de ser empurrada, derrubada e arrastada durante bandeiraço
Uma professora de 30 anos denunciou ter sido agredida fisicamente e alvo de ofensas racistas durante uma manifestação política na tarde de terça-feira (20), no cruzamento das avenidas Mato Grosso e Ceará, em Campo Grande. Pamela Kariny Peteres Soares Lima participava de um bandeiraço em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quando, segundo o relato dela e do marido, foi atacada por pessoas que estavam no local.
O ato começou por volta das 16h e reuniu apoiadores de Lula e do candidato Flávio Bolsonaro (PL). Inicialmente, os grupos se manifestavam em lados diferentes da avenida, com bandeiras, adesivos e músicas.
Pamela chegou ao local de patinete e recebeu uma bandeira de Lula de um dos participantes. Em seguida, passou a circular entre os veículos durante o fechamento do semáforo.
Por volta das 17h30, parte dos apoiadores de Lula começou a deixar o local. Pamela permaneceu na região à espera do marido, Wellington, e decidiu fazer mais uma volta com a bandeira.
Segundo o relato da professora, uma mulher saiu da região do canteiro central, onde estavam apoiadores do PL, e a empurrou com força. Pamela conseguiu se equilibrar e continuou com a bandeira. Logo depois, outras pessoas teriam se aproximado por trás e iniciado novas agressões.
A professora caiu no asfalto e afirma que continuou sendo golpeada. Ela tentou proteger a cabeça com os braços e, após a queda, sentiu fortes dores, com suspeita de ter batido a cabeça no chão. Ainda segundo a denúncia, ela foi arrastada pelos braços até o canteiro lateral.
Wellington estava do outro lado da avenida e, ao atravessar a rua, viu a esposa caída e cercada por pessoas. Ele correu para ajudá-la.
Depois de se levantar, Pamela afirma que um homem tentou retirá-la do local à força, segurando-a pelos braços. Ela pediu que ele a soltasse e disse que estava sendo machucada. O casal também relata dificuldades para recuperar a bandeira e os óculos da professora.
Casal relata ofensas racistas
Enquanto aguardavam a chegada da Polícia Militar, Pamela e Wellington afirmam que foram insultados por pessoas que estavam no local. Entre as expressões relatadas estão “preto”, “preta”, “burro” e “petista”, além de palavrões.
Por temer novas agressões, o casal permaneceu afastado dos manifestantes até a chegada dos policiais. Depois de ouvir o relato, os agentes orientaram os dois a procurar a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Centro para registrar a ocorrência.
Pamela e Wellington foram até a Depac Centro, mas encontraram a unidade lotada. Segundo o casal, a professora estava muito abalada e nervosa e não conseguiu concluir o registro naquele momento.
Até o momento, não há informações sobre a identificação dos suspeitos nem confirmação de que o boletim de ocorrência tenha sido formalizado. Também não foram apresentadas, nas informações fornecidas, manifestações dos citados sobre as acusações.








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