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Cura de jovem em estado vegetativo permanente também é atribuída a Carlo Acutis em Campo Grande

Agora News MS

14:12 04/09/2025

Foram 54 dias internado em coma profundo no HU após parada cardíaca repentina; recuperação era considerada improvável pelos médicos

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No próximo domingo (7), a Igreja Católica canonizará o jovem italiano Carlo Acutis, morto em 2006, aos 15 anos, vítima de leucemia. Conhecido como o “padroeiro da internet”, ele deixou um legado de fé e evangelização digital que alcançou milhões de pessoas no mundo. Entre os brasileiros ligados à sua devoção estão duas famílias de Campo Grande, que relatam experiências de cura consideradas inexplicáveis pela ciência.

O primeiro caso, o de Matheus Vianna, já foi reconhecido oficialmente pelo Vaticano e levou à beatificação de Acutis em 2020. Mas há também a história de Gabriel Terron Nunzio, cuja recuperação surpreendeu médicos, familiares e toda a comunidade paroquial.

Gabriel era estudante do ensino médio, atleta da seleção de handebol da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e atuava intensamente na Paróquia São Sebastião, no bairro Marabá, em Campo Grande. Lá, servia como cerimoniário, coordenava o grupo jovem “Carlanis” e auxiliava na catequese.

Saudável e ativo, ninguém suspeitava que ele tinha uma condição cardíaca silenciosa. O problema veio à tona após o uso de Franol, um broncodilatador, durante os treinos esportivos. O medicamento desencadeou uma arritmia grave e uma parada cardíaca repentina, quando Gabriel aguardava em um ponto de ônibus na Avenida Costa e Silva.

Luta pela vida

Gabriel foi internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Humap-UFMS (Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian). A notícia da gravidade mobilizou Campo Grande e outras cidades. A comunidade se uniu em vigílias, caminhadas penitenciais e orações ininterruptas. Jovens, pastorais e famílias transformaram a paróquia em um espaço de súplica constante.

Na paróquia, os jovens já conheciam a história de Carlo Acutis, apresentada pelo padre Marcelo Tenório. Gabriel se identificava com o italiano falecido aos 15 anos, também apaixonado pela Eucaristia e pelo serviço à Igreja.

No hospital, após a parada cardíaca, o padre Marcelo administrou a Unção dos Enfermos usando uma relíquia de primeiro grau de Carlo. Para o sacerdote, que acompanhou Gabriel desde a Primeira Comunhão, aquele foi um dos momentos mais marcantes de sua trajetória.

A frase repetida pelo padre, “Deus não faz o milagre pela metade”, tornou-se um lema para os que intercediam pela vida de Gabriel. As orações deram certo: após 56 dias, Gabriel recebeu alta em estado neurovegetativo, sem perspectiva de recuperação. Mas a fé da comunidade não cessou.

Recuperação Inesperada

Aos poucos, Gabriel começou a apresentar sinais de melhora. Movimentos, fala e consciência foram retomados em um processo considerado improvável pelos médicos. Para familiares e amigos, não havia dúvida: tratava-se da intercessão de Carlo Acutis.

Fotos e vídeos registraram etapas dessa recuperação. Em uma das visitas, Gabriel retornou ao Humap andando e falando, para reencontrar os profissionais que haviam cuidado dele. “A emoção da equipe mostrava que o milagre não era só nosso, mas de todos que acompanharam sua luta”, relatou a mãe.

Na época em que Gabriel foi internado no Humap, o hospital estava em meio a dificuldades estruturais. O prédio estava em reforma, com improvisos como janelas tampadas por papelão. Mesmo assim, a família recorda o carinho dos profissionais.

Na Unidade Coronariana, enfermeiras cuidavam de sua higiene e aparência, penteavam o cabelo e o perfumavam. Médicos e técnicos da UTI e da clínica médica criaram laços com a família, que descreve ter encontrado “uma nova família dentro do hospital”.

Milagre não reconhecido oficialmente, mas vivido pela fé

O caso de Gabriel não entrou no processo de canonização porque, segundo as normas da Igreja, o milagre válido deve ocorrer após a beatificação. Assim, foi o episódio de Matheus Vianna, também em Campo Grande, que serviu de base para a canonização.

Mas para a família Nunzio, a ausência de reconhecimento oficial não diminui a experiência. “O milagre aconteceu em nossa casa, em nossa comunidade. A santificação de Carlo nos deixou mais fortes na fé e espalhamos essa esperança sempre que contamos a nossa história”.

Durante a recuperação, o quarto de Gabriel se transformou em espaço de oração. Grupos da paróquia se reuniam ali, levando a Eucaristia, recitando o rosário e partilhando a fé.

Hoje, a família resume a experiência como um marco de transformação espiritual. “Nos piores momentos é que nos apegamos a Deus. A melhora do Gabriel nos transformou em pessoas melhores, mais cheias de fé e esperança. Aprendemos que tudo acontece no tempo Dele, e não no nosso”, afirmou a mãe.

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